Alienação ou Envolvimento?


Todo o trabalho para esta existência é percebermos que tudo o que vemos fora é uma manifestação de conteúdos internos.
Os personagens que gostamos em filmes e TV - e o que não gostamos -, as pessoas que entram em nossa vida, seja diretamente ou indiretamente como os personagens do noticiário, as situações que julgamos...
A física quântica já comprova que os fatos (experiências) são determinados pelo olhar e intenção do observador. Portanto, onde colocamos nossa atenção é no que estamos sintonizados.
Mais que isso. Aquilo que julgamos em pessoas e situações são partes nossas que julgamos e optamos por achar que só existe fora e não existe dentro. Como, por exemplo, a violência.
A física quântica comprova também que o estado vibracional, a qualidade da frequência de cada indivíduo, formará a qualidade de frequência coletiva, que se propaga em ondas de pensamentos e de emoções.
O criminoso, por exemplo, seja de que natureza for, é alguém que foi julgado por nós e excluído marginalizado e, assim, estamos também negando nossa responsabilidade com o que pensamos, sentimos e nossa própria agressividade (algo natural) e obscuridades (opção nossa de não iluminar com amor faces de nós mesmos). O criminoso é alguém que teve mais coragem de ser coerente entre pensamos, sentimentos e ações do que nós mesmos. Ele se empresta como espelho, dentro de uma visão sistêmica (olhar o filme e não apenas a cena) para que possamos perceber como é necessário mudar.
Ele nos mostra a necessidade de não alimentar a corrente do ódio, que gerou aquela escolha dele ali, aparentemente só dele, mas que é a representação da qualidade de frequencia coletiva.
Mudar individualmente aqui e agora para contribuir para uma mudança coletiva. De não negar a agressividade natural de cada um, mas escolher iluminá-la de boas intenções e direcionar de forma apropriada.
Mesmo os mais espiritualizados, falamos de amor a todo instante, mas é fácil amar quem escolhemos, amar quem pensa como nós. O desafio é amar quem mostra e espelha nossa sombra.
Esta é a história de Buda q, ao se iluminar, escolheu não seguir e voltar para contribuir e aguardar a iluminação de todos.
A metáfora é de podermos fazer o mesmo. Não olharmos com olhar individual, pois já vimos que não funciona. Mas com Olhar Sistêmico.
Perceber que somente será possível esta mudança vibracional q, sim, um dia, pode nos levar a iluminação, seja em que tempo for , pois, para a alma e para a física quântica, não existe tempo nem espaço, quando olharmos para o todo e vermos todos - os criminosos também - como espelhos de partes nossas.
Em contextos diferentes - e este contexto precisa ser olhado com compaixão como sendo de nossa responsabilidade pela conivência -, mas com mesmos sentimentos e natureza humana, que faz sempre o melhor que consegue.
Não falo de culpa, mas sim de responsabilidade.
Responsabilidade de escolhas. Do que nos nutrimos (alimentos, pensamentos, emoções, imagens, escolhas). Que tipo de iniciativas mais reforçamos ou negligenciamos? Enriquecemos as grandes organizações através de alimentos que usam crueldade e desrespeito em sua produção e nos fazem ficar doentes? Ou através de juros e taxas bancárias? Ou comprando algo que pode ser roubado sem certificarmo-nos da real procedência por uma alienação? Ou assistindo filmes de violência (seja ela com sangue ou moral) em detrimento de prestigiar a arte?
Queremos Prosperidade mas pretendemos engrossar a fila da concentração de riqueza, mesmo que em menor escala?
Também estou aprendendo. E não haverá um dia em que tenhamos aprendido tudo. Pelo contrário. O grande aprendizado é a autovigilância a cada milésimo de segundo e sem parar, sem fim.
Estou apenas compartilhando esta reflexão que tem vindo todos os dias através de minha consciência, cada vez que tenho medo de sair na rua por causa da violência, cada vez que deixo de sair pra me divertir pque não terei como voltar pra casa, cada vez que quero comprar alimentos orgânicos e o dinheiro não dá, cada vez que pago o cartão de crédito, cada vez que pago o aluguel...
Tenho refletido e mudado escolhas todos os dias, nos últimos anos e sei que assim continuará sendo.
Qdo escolhemos olhar com profundidade, vamos acessando camadas mais sutis e intensificando o processo como um todo.
E saibam: Mudamos o coletivo sim! Não só através da propagação em ondas frequenciais, mas através do exemplo de nos verem bem, tranquilos, serenos e quererem observar do que se faz isso.
A pretensão de mudar o mundo não é a chave. Mas a de mudar a si mesmo e de ver todos como espelhos e perdoarmos tantas histórias de opressão e dor da humanidade que não estão só nas barbáries ou na violência urbana, mas está na carne ingerida como alimento, está na violência moral do sistema financeiro e da banalização sexual, está na educação das crianças submetidas a um sistema de constrangimento e está, também, no sistema penal.
Já conhecia a Comunicação Não Violenta, já utilizada por ONG, em iniciativas alternativas, em resolução de conflitos nas comunidades. Uma gota no oceano, remar contra maré dentro de um caos, mas que pode se propagar muito ainda e deveria ser de conhecimento de todos para lidar com conflitos entre relações, equipes etc. Uso muito nos trabalhos corporativos. A linguagem do Amor e do respeito as diferenças. A atitude madura de olhar espelhos e decidir aprender com eles.
Na ultima quinta-feira fui presenteada aprendendo o que é Direito Restaurativo. Uma iniciativa pioneira, no Brasil ainda quase nada praticada, mas que contempla haver um diálogo, uma conciliação com acusados de crimes, mostrando a ele, através de vivências de colocá-lo deparado com a reflexão: "Se fosse com você, que punição você aplicaria?"
Até que ele atinja a consciência e decida, por ele, sua punição e dentro desta punição havendo reparação para o agredido (vitima) e para a sociedade. Da mesma forma, são envolvidos neste diálogo, a vitima e representantes da sociedade, até que haja um consenso feito em grupo, com disposição para reparação e não para intensificação do ódio e vingança, mesmas correntes que geraram o crime.
Desta forma, também, o sistema judiciário fica menos sobrecarregado e o comércio de advogados criminalistas mal intencionados e oportunistas, fica dificultado.
Quero dizer é que: soluções e formas de mudar e contribuir existem SIM.
E de que lado ficamos? Alienação ou Envolvimento?
Com amor, respeito por todas as pessoas e relações
 
Adriana Mangabeira 18/07/2015


 

Sentir, pensar e agir em harmonia.

Nossas maiores estruturas são o corpo, o propósito e as relações.
  • Relações dentro do corpo entre suas partes e com os corpos mental, emocional, energético;
  • Relação entre seus arquétipos (aspectos de personalidade e papéis sociais);
  • Relações intra e interpessoais.
  • Fluxo em todas as áreas da vida, se retro-alimentando.

Realinhamos estes elementos, de forma sistêmica e multidimensional, para retomar o fluxo da vida e da realização.Viver como num jogo de xadrez, calculando o próximo passo, controlando e administrando reações, gera tensão e compressão.

Sentidos como dores na coluna, articulações, disfunções hormonais, ansiedade, depressão, pânico, obesidade e outros.

Através de dores físicas e emocionais e na vida material, o corpo tenta nos dizer, à todo momento, o que é necessário.

Nosso cérebro assemelha-se a um hardware que opera com softwares (programações). Desinstalamos juntos este software  e instalamos a programação atualizada.

Considerando que nosso software está instalado em rede com o todo, a transferência de dados é ininterrupta e transforma cada célula nossa em cada segundo, sofremos interferências de forma passiva e impotente várias vezes ao dia. As emoções provocam descargas, com emissão de ondas e direito a curto circuito e arquivos fantasmas, vírus e bugs variados.

Somente quando você toma conhecimento, você tem poder de intervenção.

Treine suas partes a seu favor. Está tudo dentro de você.  

Todas as realidades sonhadas/ desejadas já são reais em alguma dimensão de você.

Materializamos a realidade da dimensão que mais alimentamos.