BOM DEMAIS PRA SER VERDADE?

 
 
Bom demais pra ser verdade?

Às vezes caímos na armadilha de tentar nomear o que não é rotulável. Para mim tudo é amor, com diferentes temperos adicionais. Acho que existem algumas armadilhas:

Há uma grande armadilha em dar "utilidades", papéis, cargos determinados às pessoas em nossa vida. Não é assim que acontece. Elas podem desempenhar um papel hoje e outro completamente inesperado no momento em que mais precisamos ou desejamos.

Para resumir e poupar muito trabalho e debate, tudo se resume a abrirmos mão do controle e, consequentemente, da posse. Tentar analisar ou uma falta de receptividade disfarçada com nomes como seletividade ou objetividade, ou seja, querer adivinhar o final ainda estando no prefácio, é uma das grandes armadilhas que levam à limitação de tudo que pode ser.
Nunca consegui entender por que as pessoas lêem, no jornal, a antecipação dos capítulos da novela e nunca conseguirei entender por que querem saber o final da história sem aproveitar o melhor que é o caminho.

Ouvi, uma vez, que o início dá trabalho e o fim é ruim. Tem que aproveitar o meio, o meio que é bom. Falávamos de relacionamentos, mas não seria assim com a própria vida?
Nos pegamos em diversos comportamentos autossabotadores ou autolimitadores, em diversos pensamentos que denotam não nos acharmos merecedores. Esta semana mesmo um deles (este todo mundo conhece) passou como uma onda invasiva em minha cabeça: "É bom demais pra ser verdade". Ao pensarmos isso, quase que como uma profecia, já reagimos automaticamente com a procura de um defeito. Como somos poderosos, criativos e inteligentes, se não acharmos, a mente rapidinho cria um problema. E a gente ainda se acha o esperto adivinhando o problema que ainda não existe. Seria cômico se não fosse patético e trágico. Por que nao "É bom demais mesmo e é verdade. É porque mereço e isso é suficiente para eu confiar."?

O mais importante é sabermos que não temos que sempre "fazer" alguma coisa. Na vida, como na dança, step by step, é estímulo-resposta. Mas o primeiro passo, sem dúvida, é confiar.
E se der errado?
Ninguém tem medo de dar errado. A gente tem medo é de dar certo. Se der errado a gente já sabe o que acontece. Nada. Vida que segue e pronto. Mas e se der certo?
Se der certo a gente vai ter que mudar, reavaliar conceitos, evoluir, deixar de reclamar da vida e tomar responsabilidades, perder o colo e isso tudo dá um trabaaaaaaalho...
O que é dar certo ou dar errado? É simplesmente se a vida se rendeu ou não aos nossos caprichos, às nossas expectativas, aos nossos planos mirabolantes. Resumindo: ao final da história que a gente inventou.

Voltamos ao ponto de origem: então, pra que querer adivinhar o final da história? Olha que arrogância... A gente diz que deu errado quando as coisas que não saem como planejamos. A gente quer que nossos planos se imponham sobre a própria vida. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos apenas admitir que deu zebra? Ou seja, que erramos no palpite?
E vou mais longe, na verdade voltando novamente à origem do debate: será que não dá muito menos trabalho e é muito mais prazeroso simplesmente viver sem querer adivinhar, imaginar, entender, analisar e antecipar? Sem PRE-ocupação... 
Há uma frase de Osho que diz "Pare de procurar. O que é, é. Apenas olhe e veja".
Recebo presentes da vida todos os dias. Não por ser mais abençoada que ninguém, mas por estar de mãos abertas para receber. Talvez seja muito bom para ser verdade para quem não merece ou não acredita no bom. Qual é o parâmetro internacional de medida desse bom demais, bom de menos ou bom na medida? É o quanto sentimos (não o que pensamos, mas sim o que sentimos) que merecemos.
Bom demais pra ser verdade? Para mim esta frase ganhou outra interpretação: bom o suficiente para ser verdade. E para mim o bom suficiente é o que a vida me traz. Se ainda não sei direito como é, nem como se desenvolverá, me concentro no que me proporciona: e é bom demais, bom demais E É VERDADE!

 

 

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