SERÁ QUE É A PESSOA CERTA

 

Há algumas frases que escutamos e já até dissemos algumas vezes:
• Enquanto não aparece a pessoa certa, me divirto com as erradas;
• Ainda não apareceu a pessoa certa;
• Quando for a pessoa certa eu saberei.
E tantas outras cogitações sobre esta tal "pessoa certa" que não sabemos quem é, parece o Saci Pererê.
Isso mascara uma ilusão de que aparecerá, um dia, um príncipe montado num cavalo branco ou uma princesa casta no alto de uma torre feita especialmente para nós. E, claro, com tamanho idealismo, nenhum dos seres humanos, pobres mortais, que se aproximam de nós, ganham esse selo ISO9350 de qualidade e garantia.
O relacionamento feliz que desejamos acontecerá com um ser humano como nós, que tem defeitos, medos, inseguranças, timidez, algumas confusões na cabeça. Como queremos um ser extra-ordinário se assim não somos e, no fundo, por isso, sabemos que este ser não existe? Assim como mostrado no filme nacional "A Mulher Invisível", o risco de buscar a pessoa ideal é que ideal é aquilo que não sai do campo das idéias, não se materializa, não se concretiza, não se realiza.
As palavras têm poder SIM. Elas revelam o que está mascarado e todas as crenças, medos não merecimento que nos afastam de nossa felicidade. Então, mudando as palavras, como saber se vale a pena investir numa pessoa? Como saber se vale a pena expor nossos sentimentos, nossas expectativas, mostrar nossas vulnerabilidades? Como saber se as barreiras que o outro, às vezes, nos impõe nos primeiros contatos e encontros são transponíveis ou não? Como saber que as confusões da cabeça do outro e atitudes que não nos agradam são pontuais ou são traços da personalidade que irão sempre nos agredir?
A primeira premissa é: olhar mais a nós mesmos, nossos comportamentos, atitudes, o que realmente desejamos, se estamos sendo coerentes entre desejo e ação. Porque o outro, lá do outro lado, pode estar confuso com a nossa própria confusão interna. Às vezes, para nos protegermos, escondemos nossas melhores partes, as fragilidades, delicadeza, comportamento carinhoso, escondemos que nos importamos com o outro. E como ele saberia?
O outro ponto é prestar atenção ao clima. Não importa o que o outro é, o que ele faz, a lista de defeitos e qualidades. No fundo, o que faz ser bom estar com alguém é a atmosfera que se forma na união das energias (nossa e do outro) e isso não é explicável. Se o clima é bom é porque aconteceu um vínculo, é porque houve uma fusão em algum grau de energias. Essa é a parte que importa.
O próximo é fluidez. Se você está sendo sincero(a) sobre o que sente, sobre as coisas que não lhe agradam, pontualmente (pra não estourar depois por uma bobagem e passar por insano), se você está verdadeiramente disposto(a) a viver esta relação e já se colocou de forma branda e gradativa e, ainda assim, a coisa não está fluindo, hora de parar e dar espaço. Espaço pro outro sentir nossa falta e nós também sentirmos a dele (ou não sentirmos tanto quanto achávamos que sentiríamos), espaço pra si mesmo e para reavaliar os passos. Espaço e tempo. Esperar um pouco.
Se não está fluindo, mesmo assim, então não está. Então fiquemos tão disponíveis para novas possibilidades quanto estamos para esta. De novo: foco em si mesmo, no que sentimos, no que desejamos e no amor. Amor a nós mesmos, incondicionalmente, com todas as nossas fragilidades, necessidades, expectativas, sem julgamentos, sem autocobranças do devia ter feito assim ou devia ter feito assado.
E quando todo esse check list parece ter sido "cumprido", quando estamos seguros que agimos no amor e no respeito, quando o outro não responde ou não atende nossa expectativa, mas não conseguimos desvincular dele?
Existe um motivo para atrairmos e nos mantermos atraídos por alguém que não está em sintonia com nosso momento. Existe algo no comportamento dessa pessoa que espelha o nosso. Existe algo e que irá se repetir através de várias pessoas em nosso caminho até que percebamos. Exemplo: se o outro não recebe bem, ignora ou rejeita meu carinho, será que eu não venho fazendo o mesmo? Talvez de um jeito diferente, mas é a atitude que importa, que vai mostrar onde precisamos mudar, superar pra alcançar a felicidade. Se o outro tem medo de amar... E eu? Estou seguro(a) em amar? Estou disposto(a) a abrir mão do controle para viver uma relação afetiva gostosa, livre, saudável, leve? Será que estou receptivo(a) ao que a vida me trouxer, mesmo sem saber o que é? Estou disposto(a) a correr riscos de investir e não ter retorno e, ainda assim, continuar com fé em mim e na vida e continuar?
Se uma dessas respostas for não ou não sei ou nem sempre, algo precisa ser entendido, aceito como autolimitação para, naturalmente, ser transmutado e superado. E esse não é o elixir da felicidade, é só mais um passo, só mais um degrau. 
O importante é: sentirmo-nos em igualdade. Igualdade com a vida, igualdade com o outro... Amarmo-nos incondicionalmente, acreditar no melhor (seja como for) e, assim, acreditar no outro e nas possibilidades. Se alcançarmos isso, ao vermos com respeito e gratidão que a sintonia aconteceu, mas era limitada, que chegou ao fim, fica simples e natural continuar disponível pra vida, pro amor, pra felicidade. Fica simples tomar posse do nosso amor.
O vazio que sentimos às vezes não é falta de amor, de ser amado. Muitas vezes é excesso de amor que não nos sentimos livres para dedicar. Então, não tem pessoa certa. Tem sentir, tem clima bom, tem sintonia, tem fluidez, tem entregar o que temos de melhor e ajudar a "sorte". Se entregarmos nossos melhores presentes não há vazio.
A escolha certa, na maioria das vezes, não é por quem mais queremos porque todo objeto de desejo é perigoso, é do ego. A escolha certa é pela pessoa que faz nos sentir plenos quando estamos juntos, é aquela que recebe nossos presentes, enquanto assim for. A pessoa certa pode estar bem do seu lado, tentando lhe dedicar amor. Você é bom em receber amor?


 

Sentir, pensar e agir em harmonia.

Nossas maiores estruturas são o corpo, o propósito e as relações.
  • Relações dentro do corpo entre suas partes e com os corpos mental, emocional, energético;
  • Relação entre seus arquétipos (aspectos de personalidade e papéis sociais);
  • Relações intra e interpessoais.
  • Fluxo em todas as áreas da vida, se retro-alimentando.

Realinhamos estes elementos, de forma sistêmica e multidimensional, para retomar o fluxo da vida e da realização.Viver como num jogo de xadrez, calculando o próximo passo, controlando e administrando reações, gera tensão e compressão.

Sentidos como dores na coluna, articulações, disfunções hormonais, ansiedade, depressão, pânico, obesidade e outros.

Através de dores físicas e emocionais e na vida material, o corpo tenta nos dizer, à todo momento, o que é necessário.

Nosso cérebro assemelha-se a um hardware que opera com softwares (programações). Desinstalamos juntos este software  e instalamos a programação atualizada.

Considerando que nosso software está instalado em rede com o todo, a transferência de dados é ininterrupta e transforma cada célula nossa em cada segundo, sofremos interferências de forma passiva e impotente várias vezes ao dia. As emoções provocam descargas, com emissão de ondas e direito a curto circuito e arquivos fantasmas, vírus e bugs variados.

Somente quando você toma conhecimento, você tem poder de intervenção.

Treine suas partes a seu favor. Está tudo dentro de você.  

Todas as realidades sonhadas/ desejadas já são reais em alguma dimensão de você.

Materializamos a realidade da dimensão que mais alimentamos.