Você já recebe o que sonha

Falamos muito de gratidão e, talvez, muitas pessoas ainda achem que ser grato é ser grato a alguém por alguma coisa.

Na verdade, é importante celebrar o comum.

Vamos pensar numa situação corriqueira:

Quando somos crianças e tiramos boas notas na escola, é comum ouvir dos pais “Não fez mais que a obrigação.”

Compreendemos, em parte, a mensagem subliminar que os pais desejam passar com esta frase, de que o comum é o já esperado. Mas, é possível lembrar como é frustrante ouvir isso quando estamos convidando pruma celebração dos resultados alcançados.

Assim é com a vida. A vida nos oferece não só a riqueza e a perfeição abundante diárias (luz, calor, sol, alimento, vida, Natureza, amigos...), mas também muitas outras coisas que podemos não perceber porque não se encaixa no seu sonho.

Como querer um videogame de Natal e ganhar um Aquaplay. (estou aqui denunciando minha idade, mas vocês vão entender rs). Poxa, e olha que um Aquaplay é muito legal, muito divertido. Mas é, desde cedo, que percebemos como a expectativa e a escravidão dos desejos -  funcionando como símbolos de validação – pode gerar decepções. Decepções que, além de desnecessárias e improdutivas, são uma substituição a celebração do presente recebido e do momento de curtir este presente.

Agora transportemos isso pra vida adulta. O trabalho ou a renda... Você recebe, usufrui, aquilo te oferece possibilidades e muitas vezes seu tempo está todo ocupado em olhar pro que não tem. Ter metas é bom, querer crescer é bom. Mas celebrar o que se tem é uma etapa necessária para se experimentar a autoconfiança do guerreiro vitorioso.

Quem acha que não recebe nada pode vibrar alguma energia de vitória para manifestar esta vitória e materialização de seus sonhos? Claro que não. Quem acha que não recebe nada vibra fracasso. Um fracasso que nunca existiu. Um fracasso que vem de nosso autojulgamento baseado em crenças de que se tem que mostrar muitos resultados. Mas já crescemos; não temos que mostrar nada. Apenas podemos e merecemos ser prósperos, saudáveis e felizes; para isso temos ferramentas e caminhos para atender nossos próprios anseios. Melhor que sejam os de alma, os do coração. Estes realmente irão nutrir, preencher. Coisas, pessoas não vão suprir o chamado de realização de talentos e potencialidades.

E vamos, agora, transferir este pensamento para relações afetivas. Recebemos algo todos os dias. Mas desdenhamos os presentes que a vida nos dá. A cantada, a paquera, o olhar libidinoso de alguém, um flerte, até mesmo as relações platônicas que podem, sim, ter sua beleza e propriedade de momento. Cada um vive o que está pronto pra viver. A vida é generosa, oferece na medida que cabe em nossas mãos, aliás, em nosso coração.

Mas aprendemos que, se for o príncipe encantado, ele vai atravessas lagos de crocodilos, montanhas, tempestades e duelos para chegar. Ele deverá ser bonito, rico, com uma idade X, altura, peso, cor de cabelo e tudo que pudermos criar para lhe tirar humanidade e ele nunca chegar.

Tudo isso, desde a cantada não celebrada, ao julgamento sobre quem lança um olhar libidinoso, à tristeza com a natureza platônica de uma relação até a exigência utópica de um “bom partido” refletem uma estéril ingratidão que nos sintoniza com a descrença e a pouca atratividade para quem quiser se aproximar. Sinceramente, a menina sintonizada com tudo isso está longe de ser uma princesa e parece bem pouco interessante.

Hoje entrei em contato com meu animal Mestre: o macaco. Em plena Jornada xamânica eu não conseguia me concentrar e tinha vontade de ficar olhando as palhaçadas do macaco. Macaquices podem ser bem atrativas e interessantes.

Quero dizer, mulheres divertidas e uma atitude leve e alegre podem vibrar um magnetismo muito gostoso e atraente. Percebem?

Isso se aplica aos homens que estão sentindo-se sozinhos também, embora isso não seja tão comum.

Quero convidar a você olhar com olhos mais divertidos aquilo que recebe todos os dias e a ressignificar com amor incondicional como vê e recebe isso. De preferência na área de sua vida que você acha que não recebe o que gostaria. Dê o valor, o devido crédito a cada pequena coisa recebida. Divirta-se com isso, perceba seus atrativos. Veja-se como alguém interessante não na imagem que papai e mamãe ensinaram que deve ser, mas como você, de fato, única e exclusivamente é. Veja bem: NINGUÉM pode ser igual a você.

Olhe para quem te olha com carinho, com gratidão, com amor incondicional ao que lhe é oferecido. Cultive a plantinha e deixe ela crescer.

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